sexta-feira, 8 de junho de 2012

Quinta-feira, 07 de junho de 2012.
Um feriado. Aproveitei para dormir até bem tarde, tendo-me colocado para fora da cama somente depois da uma da tarde. Logo ao levantar, recebo uma ligação de minha mãe a me dizer que o almoço está pronto e que eu lá acorresse o mais depressa possível, antes que a comida esfriasse. Almocei, tendo permanecido com meus pais durante um par de horas ao longo da tarde. Meu pai assistia calado a algum documentário em volume relativamente alto na TV; isso é algo que quase sempre me incomoda quando estou com eles. Tenho por princípio pessoal que quando se tem visitas em casa (ainda que de visitantes recorrentes como eu), permanecer absorto no sofá diante de uma televisão ligada não é das posturas mais adequadas. Não digo isso apenas por geralmente ser eu a "vítima" nesse tipo de situação; eu enxergaria a coisa da mesma forma caso recebesse alguém em meu pequeno apartamento e, por exemplo, me limitasse a cumprimentar ligeiramente a visita só para continuar frente ao monitor realizando qualquer tarefa (como redigir para este Blog), no computador.
Em todo caso, compreendo meu pai e não levo esse tipo de atitude de sua parte para o lado ruim. Ele está idoso (82 ou 83 anos, preciso dizer que nunca sei direito a idade dos meus pais), e precisa se distrair. Apesar de não ter se graduado numa universidade e nem mesmo concluído o ensino médio, trata-se de uma das pessoas mais cultas e sábias que eu conheço. Apesar de ele cultivar certos dogmas políticos e religiosos dos mais conservadores e antiprogressistas possíveis, converso praticamente qualquer assunto com ele quando se trata de cultura geral, geopolítica, história ou sociedade. Homem simples que passou a juventude no interior do Amazonas entre rios, matas, vilas de ribeirinhos, desconfortos e perigos próprios de quem nos anos 1950 ou 60 precisou ganhar a vida com extração de madeira ou demais recursos da floresta sem acesso ao ensino formal e outras benesses que naquela época só os moradores das chamadas "cidades" é que tinham acesso. Deviam ser três horas da tarde quando o relógio de parede badalou, após a tradicional musiquinha que sempre toca a cada circunvolução completa do ponteiro das horas. Foi um presente à minha mãe pelo dia das mães no mês passado, juntamente com uma caixinha de música em forma de violoncelo que toca O Lago dos Cisnes. 
Quase no fim da tarde voltei pra casa, sentindo-me ainda bem indisposto a fazer qualquer coisa "produtiva" por hoje, como estudos, faxina no apartamento, etc. Preferi sintonizar uma rádio de blues tradicional pela internet e cair na cama ao antigo som dos pianos, bandolins, contrabaixos e vozes nostálgicas dos blueseiros dos anos 1930, 40 ou 50. Sou realmente afeto a quase tudo o que é tradicional; muitas vezes me pego pensando se de fato não teria sido mais próprio que eu tivesse nascido em outra época - o que reconheço ser um tipo de reflexão absurda e sem qualquer fato que lhe dê base (a não ser que me deleito em certas coisas tradicionais. E quem garante se tivesse vivido noutros tempos, fosse eu realmente acalentar os mesmos gostos? Como eu disse, reflexão inútil esta; e continuaria sendo inútil ainda que eu tivesse o poder sobrenatural de viajar pelo tempo. Adormeci com a alma embalada pelos compassos do blues.
Dei uma olhada no celular quando despertei: já eram umas 7:30 da noite, e ocorreu-me o impulso de ir ao computador e assistir a algumas videoaulas de programação Java. Foi o que fiz no decorrer das duas horas que se seguiram. Às dez e pouco da noite voltei aos meus pais e jantei, sendo que minha mãe havia preparado um delicioso bolo que ela faz sem uso de leite e ovos. Tendo permanecido lá com eles até cerca das onze e meia, voltei pra casa e assisti via web ao filme Menina Má.Com. Uma trama interessante, suspense psicológico que prende o expectador do início ao fim, protagonizado pela excepcional atriz adolescente Ellen Page. O enredo trata do tema da pedofilia online, uma perversão que tem sido um mote corrente de indignação da sociedade nos últimos anos. Melhor dizendo, a pedofilia em geral tem sido alvo de uma justa execração na mídia de massa, seja ela perpetrada por padres da igreja católica ou por anônimos insanos que se valem da internet com a finalidade de tais abusos.
Finalizado o filme, pesquisei sobre hostels e albergues da juventude na Europa, especialmente em Londres, além de alimentação e preços de passagens de ida e volta. Numa estimativa por alto, creio que cerca de R$ 6.500 (ou 3.250 USD) são suficientes para passagens, hospedagem em albergues da juventude e alimentação no continente europeu pelo período de trinta dias, conforme planos que estou amadurecendo em conjunto com meu primo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quarta-feira, dia 06 de junho de 2012.

Mudança no nome do Blog:
O que antes era se chamava Hoje em Gotas Esparsas (http://hojeemgotasesparsas.blogspot.com.br/), foi renomeado para Fanfarra para um Homem Comum. Apenas para informação, e em demonstração de respeito a quem estiver acompanhando as postagens diárias (se é que alguém as tem acompanhado - confesso-me blogueiro imaturo e ainda desconhecedor de ferramentas importantes). O novo nome do Blog é o mesmo da peça composta por Aaron Copland nos anos 1940 (Fanfare for the Common Man). A respeito da relação da obra de Copland com a nova titulação deste Blog, transcrevo um comentário retirado do Blog "A Partir Pedra" (http://a-partir-pedra.blogspot.com.br/2009/11/fanfarria-para-el-hombre-corriente.html):


"Mas o que me atrai primordialmente nesta peça musical é o seu nome: FANFARRA PARA O HOMEM COMUM. Não para o especialista, não para o melómano, não para o solista, não para o génio executante, não para o emblemático compositor. Simplesmente para o homem comum! Para mim, que isto escrevo, para si, que isto lê, para o analfabeto e para o culto, para o rico e para o pobre, para o novo e para o velho - para o homem comum, em todas as suas vertentes. Não para o que se destaca - para o que se mistura e confunde na imensa multidão da Humanidade!"


Já que não há nada de excepcional, fenomenal ou grandiloquente em meu Blog pessoal - que apenas retrata meus cotidianos de homem comum, creio que o novo título se adequa coerentemente a ele, assim como o tema musical magistralmente concebido pelo discreto e reservado Copland (muito provavelmente um "homem comum" de sua época).

















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Levantei da cama às 7:00 da manha e, tendo em conta que peguei no sono por volta da uma da madrugada de hoje, somam-se seis horas de sono para esta noite. Um marcador que considero positivo, se comparado às curtas noites dormidas que vem ocorrendo cotidianamente conforme postagens anteriores. Levantei bem disposto e ativo para mais um dia de estudo, trabalho e academia.
Pus um punhado de roupas na máquina de lavar, pois lembrei que minha roupa do kung-fu precisa estar limpa para o treino de hoje à noite. Assisti a várias videoaulas do curso de programação em Java ministrado pelo Professor Neri Neitzke. Não consigo lembrar exatamente quanto tempo de estudo efetivo, mas calculo que não tenha sido menos de uma hora e meia. Aprontei-me às pressas e fui trabalhar enquanto a máquina continuava ligada na cozinha, prosseguindo no processo automático de lavagem e secagem.
Conversei bastante com a procuradora autárquica do INSS. Não mencionarei seu nome, mas é a mulher de cabelos cabelos castanhos longos, lisos, que dava aulas de história antes de ingressar na procuradoria. Falamos sobre trabalho, filmes, viagens e uma porção de outros assuntos importantes (pelo menos pra nós). Apesar nunca tê-la visto dessa forma, confesso que hoje me percebi bastante interessado nela, enxergando-a como uma mulher atraente e de uma fascinante presença. Não sei se existe algo do tipo "a mulher da sua vida", "a pessoa dos seus sonhos", etc, pois isso me remete a histórias irrealistas de conto de fadas ou relatos da carochinha. Mas, se esta vida ainda reservar algo especialmente parecido com isso para mim, a garota "dos sonhos" precisaria ter muita coisa em comum com a ex-professora de história com quem hoje conversei no trabalho.
A hora do almoço de hoje foi bem parecida com a de ontem: chuva insistente, e meu esquecimento do guarda-chuva lá no cartório. Após almoçar, sentei-me por uns minutos na catedral da Sé, conforme tem sido meu costume nesse período do dia no decorrer dos últimos anos. Cochilei um pouco, até que o timer do celular vibrou em meu bolso e me pus a caminho do trabalho. Chuva...
Tal qual fiz ontem, não indo ao curso de informática à noite, no decorrer do dia eu decidi por não ir ao treino de kung-fu. A Tania, minha colega que agora trabalha no cartório ao lado (há meses atrás estávamos no mesmo cartório), chamou-me para uma cerveja após o expediente. Assenti, aplacando a consciência em relação à academia ao considerar que poderei repor o treino de hoje na noite de sexta-feira. Tomamos apenas uma apressada cerveja, já que a Tania precisava ir a um karaokê sua amiga Elaine a estava esperando. Fiquei meio contrariado pela pressa da Tania: havendo-nos acertado de tomar nossa cerveja e conversar com tranquilidade, quando no decorrer do dia a Elaine a "convoca" para o tal karaokê, restando-nos não mais de meia hora no barzinho para colocarmos as conversas em dia? Acabei resolvendo acompanhá-la, de metrô, até onde o local onde sua amiga impaciente esperava. Cumprimentei Elaine e sua filha, encontrei um lugarzinho entre elas para me acomodar. Mal sentei à mesa, quando meu primo Afrânio ligou para combinarmos nossa viagem deste ano ao leste europeu. Conversamos por quase uma hora, acredito eu. Falamos sobre qual época do ano será mais propícia à empreitada, entre outros detalhes que ainda estão em fase de planejamento. Esta conversa com meu primo deixou-me realmente com o espírito entusiasmado. Uma coisa é certa, já decidimos: deste ano nossa viagem não passa.
Despedi-me do pessoal no karaokê e voltei caminhando para casa - um mero pedestre dentre os milhões a trafegarem pelas calçadas na noite da grande cidade.
Anonimamente, como um verdadeiro homem comum.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Terça, dia 05 de junho de 2012.
Mais uma vez, tive uma noite de poucas horas de sono. Levantei às 8:30 da manhã, mas calculo que devo ter ido para a cama somente por volta das três da madrugada, pegando em definitivo no sono cerca de meia hora após. Nos últimos dias, conforme mencionado em postagem anterior, minhas noites tem sido limitadas a quatro horas e meia, quatro horas ou até menos, de sono real - o que não é nenhum dado positivo para a saúde do corpo e para a rotina em geral, pode-se supor. Estudei o conteúdo do curso de programação durante o período da manhã e fui trabalhar. Em meu horário de almoço, por volta das duas da tarde, o tempo estava realmente chuvoso. Não daquelas chuvas torrenciais que inundam a cidade e cessam depressa, mas sim uma chuva persistente porém não muito fina - ou seja, caminhar sob ela durante alguns minutos deixaria alguém completamente ensopado. No restaurante onde almoço (Soma's Grill, na Quintino), percebi que a chuva se alongava e pedi uma taça de vinho à garçonete, para degustar lentamente na esperança de que o tempo melhorasse mais um pouco antes que eu precisasse caminhar de volta ao prédio da repartição. Não adiantou. Meu horário de almoço chegou ao limite e tive de encarar uma chuva que era a mesma chuva que me caíra sobre o corpo sessenta minutos antes. Nesse intervalo, aproveitei para ligar para a Aninha (amiga que conheci no Instituto Lohan), para agradecer-lhe as felicitações que me enviou em mensagem pelo meu aniversário. Terminei minha taça, paguei a conta e caminhei de volta ao prédio - com chuva mesmo. 
Senti-me um bocado cansado o dia inteiro, e imediatamente relacionei o fato às noites mal-dormidas, ainda que por pura indisciplina de minha parte, conforme tem acontecido regularmente nas últimas semanas. Decidi por não ir à escola de programação após o expediente conforme a rotina, mas sim voltar para casa e tentar dormir o mais cedo possível. Preciso recuperar o sono perdido, até porque devo treinar amanhã e prefiro estar com o corpo disposto e bem preparado.

Uma boa noite.

Segunda-feira, 04 de junho de 2012.
Tive um dia bom e produtivo, apesar de não ter conseguido levantar tão cedo quanto acharia ideal. Saí da cama por volta das 8:30 e tomei minha ducha gelada matinal. Esses banhos sempre foram ótimos para elevar meu grau de energia interna, melhorar meu estado de alerta e exorcizar o sono definitivamente. Prepara-me cem por cento para os estudos da manhã. Tentei acessar a internet em busca de videoaulas sobre o assunto a ser abordado pela aula de amanhã no curso, mas até então minha conexão de rede não havia retornado à normalidade. Sem perda de tempo comecei a estudar pela própria apostila do curso, numa leitura voraz e atenta de todo o conteúdo que deveria ser estudado (hardware e sistemas operacionais, Linux Ubuntu). Passado algo como uma hora e meia, o sinal de rede finalmente voltou e comecei a estudar por meio das videoaulas. Passei a assistir lições do Prof. Neri Aldoir Neitzke, autor de mais de duas mil videoaulas sobre desenvolvimento de software e informática em geral, certamente um ótimo material de estudos. Entusiasmei-me tanto com o aprendizado desta manhã, que acabei por estudar mais tempo que o planejado (ou seja, três horas), e estudei durante cerca de três horas e meia. Aprontei-me às pressas e fui trabalhar. À noite, logo ao chegar em casa, retomei o estudo com as videoaulas. Porém não foi tão profícuo como o período da manhã, nem em termos de tempo de estudo e nem em aptidão para reter conteúdos. 




Às 7:00 da noite, afinal, eu já estava exausto depois de um dia de atividades. Fui à casa dos meus pais, onde encontrei meu irmão Gidenilson e minha cunhada, a Tania, que moram em São Carlos e estão de visita a São Paulo para tratamento do quadro depressivo de meu irmão, numa clínica que usa estimulação eletromagnética do cérebro, num tratamento bastante caro com uso de um aparelho que emite estímulos elétricos a diferentes regiões do cérebro. Minha cunhada parecia resfriada e sonolenta, e foi deitar-se logo após me cumprimentar. Porém permaneci bastante tempo conversando com meu irmão; primeiro sobre o aprendizado de computação em que estou investindo agora – ele é um grande expert no assunto mesmo sem ser diplomado. Terminamos por entrar no tema da depressão propriamente dita, e pelas coisas que ele falava, fiquei achando que ele está longe de ser realmente uma pessoa realizada e liberta da negatividade. Explicando melhor: ele ainda acredita que sua realização pessoal e felicidade só ocorrerá no dia em que ele arranjar um bom emprego, que ele goste e no qual tenha total prazer. A meu modo, e com sutileza na medida certa, disse-lhe que a felicidade não pode estar na dependência de circunstâncias ou eventos externos que queremos que aconteça, do contrário estaremos nos arriscando a sermos pessoas completamente frustradas; devemos sim lutar por aquilo que queremos, mas igualmente importante é ter capacidade na vida para conviver dignamente com aquilo que não queremos. Afinal, a vida não é um filme romântico ou conto de fadas, em que necessariamente todos conseguem aquilo que é justo e ficam felizes para sempre. Infelizmente a realidade não é esta, e precisamos, cada um a seu modo, encontrar dentro de nós mesmos os meios para uma auto-realização e liberação do espírito que não esteja na contingência de fatores flutuantes externos de nossas vidas. Como já era uma da madrugada, voltei pra casa na intenção de dormir o mais depressa possível. Imediatamente recebi uma mensagem de texto de minha mãe – que havia escutado toda a conversa -, agradecendo-me por ter falado umas ‘verdades’, no tom certo, para o meu irmão. Respondi à mensagem de minha mãe dizendo que aprendi, há muito tempo atrás, que não é possível fazermos com que outra pessoa entenda nossa perspectiva da realidade, a não ser que lhe mostremos que nós também entendemos a estrutura de realidade dela.  
Fui indisciplinado novamente e acessei a internet, onde investi tempo assistindo a vídeos no youtube ou conversando com amigos de facebook. Recolhi-me à cama somente por volta das 2:30 da madrugada. Mau negócio para meus estudos de amanhã de manhã.

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Domingo, dia 03 de junho de 2012.
Quando levantei da cama eram por volta das 9:00, separei várias peças de roupa para lavar na minha máquina nova – presente dos meus pais pelo meu aniversário -, lava e seca as roupas, é a primeira vez na vida que tenho uma máquina desse tipo em casa. Não estudei nada do meu curso de programação, mas enquanto aguardava a lavagem das roupas, ora me ocupava de escrever a postagem do dia de ontem para este blog, ora agradecia a todos os que me deram os parabéns pelo meu aniversário no facebook, um por um. Por volta da uma da tarde, fui à residência dos meus pais e comi alguma coisa por lá (bolo, pães e bobagens do tipo), mas não almocei realmente.  Como não tenho dormido o suficiente nos últimos dias, devo ter caído no sono durante umas duas horas e voltei para casa. Chegando aqui, acessei o facebook novamente (tenho perdido mais tempo com isso do que o normal ultimamente, eu confesso – o que creio não me levar a nada).  No fim da tarde minha mãe veio aqui e me ajudou a passar algumas roupas que eu havia retirado da máquina. Trouxe uma tintura para pintar meu cabelo, já há semanas que ela insiste comigo sobre isso. Como tenho fios brancos na cabeça (o que é natural para alguém que já chegou a seus 39 anos), ela sempre toca nesse assunto, alegando que fios brancos na cabeça me fazem parecer mais velho (o que é uma verdade mais que óbvia). 



Depois de meu “rejuvenescimento capilar” aplicado por minha mãe, resolvi ir ao cine Reserva Cultural, na Paulista. Havia muito tempo que eu não ia àquele cinema por achar que os ingressos estavam caros demais, uma total roubalheira. Um verdadeiro assalto, um crime. O fato é que o preço da entrada há anos atrás, quando lá fui pela última vez, estava realmente um pavor que beirava o sobrenatural. Ao defrontar-me com a bilheteria, porém, tive a grata surpresa de descobrir que o ingresso não está mais tão caro assim, afinal: R$ 24,00, ou cerca de 12,00 USD.  O preço continua mais elevado do que entradas em bons cinemas como Espaço Unibanco (atualmente Espaço Itaú, se não me engano), onde se paga R$ 20,00 pela entrada, mas o cine Reserva é excelente e não me arrependi de ter retornado às suas salas depois de anos sem dar as caras por lá (cerca de 4, talvez 5 anos). Assisti a um filme, acredito que produção norueguesa, chamado Hasta La Vista. O roteiro falava de uma viagem de três jovens amigos portadores de deficiência física da Noruega à Espanha: um era quase cego, o segundo paraplégico e o terceiro tetraplégico. O intuito da viagem era chegar a um bordel espanhol especializado em atender clientes com necessidades especiais. Se não ótimo, classificaria como um bom filme, com muito de comédia e contendo uma carga dramática também bastante sensível.   


Saindo do Reserva, fui ao Extra para comprar um pufe, necessário aqui em minha pequena sala. Não encontrei nenhum pufe à venda por lá, então trouxe leite com baixo teor de lactose (à qual meu organismo apresenta certa intolerância natural), pão, patê de atum e uma refeição enlatada importada da Itália, também a base de atum.
Tentei acessar a internet ao chegar em casa para postar uma foto do bar onde fui na noite de ontem, foto tirada por mim a partir do meu ponto de vista na mesa que ocupei. A conexão à rede simplesmente não funcionava e por isso liguei para a assistência técnica, que me informou haver um problema regional de intermitência do sinal de rede em meu bairro.
São precisamente duas e dez da madrugada de segunda, e pretendo comer meu pãozinho com patê, tomar uma ducha morna e partir para a cama imediatamente.

domingo, 3 de junho de 2012

Dia 02 de junho de 2012, sábado.
Fui à academia no período da manhã, e apesar de ter dormido bem pouco esta noite, acredito ter ido muito bem no treino. Ao contrário do que poder-se-ia supor, meu corpo estava forte, ágil e resistente. O Marco aproveitou que havia um bom número de alunos para filmar e fotografar o treino, já que abriu a própria academia recentemente e pretende divulgá-la na internet, em especial nas redes sociais.
Em minha caminhada de volta, precisei parar numa esquina de semáforo próximo à Nestor Pestana até que abrisse o sinal para travessia de pedestres. Inventei de mecher em algo na minha mochila, e meu celular e algumas moedas caíram no escoadouro da sarjeta. Um homem ajudou-me a recolher o aparelho e as moedas, e permaneceu de pé ao meu lado enquanto eu, agachado, arrumava a mochila. Eu disse a ele um "valeu, obrigado!", ao que ele fez um semblante de desapontamento e percepção. Notei que estava vestido com roupas simples e mal arrumadas, e parecia meio bêbado. Percebi que o homem me ajudara a recolher as moedinhas no intuito de ser retribuído por isso, talvez ganhando uma das moedas em troca. A coisa acabou ficando só mesmo no meu valeu e obrigado, e passei boa parte do resto do caminho a refletir sobre se agira mal ao não dar a moeda ao homem. Agora mesmo enquanto escrevo, continuo sem resposta pra isso. Afinal, se ele ficou desapontado por não ter recebido uma recompensa, naquele instante eu também fiquei surpreso e decepcionado ao perceber a verdadeira razão de ter sido ajudado.
De minha mesa, prédio do Masp ao fundo
À tarde fui nos meus pais, onde almocei e cochilei por um bom período (umas duas horas talvez). Voltei ao meu apartamento, acessei a internet e fiquei refletindo sobre o que fazer à noite. Acabei por decidir tomar umas cervejas num bar na Paulista, numa esquina contígua ao Parque Trianon. Bebia devagar, enquanto observava os passantes na avenida e também algumas belas meninas que estavam no mesmo bar, também em mesas no calçadão. Havia uma dupla de garotas skatistas muito bonitas, especialmente uma loira. Tomei 3 garrafas de Serra Malte juntamente com 2 mistos quentes no total. Caminhei de volta para casa, chegando aqui só depois da 1 da madrugada.

FALTA NESTA POSTAGEM:
- Falar sobre o vídeo macabro de exumação visto no youtube, e considerações sobre enterro/cremação.
- Falar sobre o episódio ao voltar da academia, quando o celular e algumas moedas caíram da mochila.
- Falar sobre não ter crédito no bilhete único para ir ao bar, à noite, e ter pedido ao cobrador para descer. O ônibus era dirigido por uma jovem atraente, porém mal-humorada.
- Postar a mensagem enviada por e-mail sobre a questão Indiana.

sábado, 2 de junho de 2012

Hoje é 2 de junho de 2012.
São 9:23 da manhã e observo atentamente o relógio do Windows enquanto digito, pois ainda tenho que me aprontar para o treino de kung-fu (ou boxe chinês, ou então San-Dah: como o Prof. Marco prefere denominar). Ontem foi meu aniversário, então resolvi usar uma falta abonada (não descontada a que tenho direito seis vezes ao ano), e não fui trabalhar. Levantei da cama por volta das 8:30 e parti para os exercícios com vetores do meu curso de programação. Após muita tentativa e erro, consegui fazer o pequeno programa funcionar e retornar corretamente os dados de saída. Entretanto ainda preciso desenvolver esse mesmo sistema utilizando funções e parâmetros (chamados de métodos na linguagem Java). Ainda pela manhã fui ao meu médico neurologista para uma prescrição de Rivotril (clonazepan). Tomo entre 15 e 20 mg, à noite, para meus problemas de insônia. Ao comprar o remédio na farmácia Onofre da Brigadeiro, por ser o remédio controlado, precisei apresentar a carteira de identidade para a atendente. Uma moça morena cor de jambo de cabelos longos e semblante tranquilo, que olhou para meu documento e me deu os parabéns pelo aniversário. Agradeci-lhe, dizendo a ela que era a primeira pessoa que me cumprimentava hoje por causa dessa data. Fui ao dentista, Dr. Giuliano, para a consulta que havia sido marcada, em seguida fui nos meus pais e almocei. À noite dirigi-me ao Banco do Brasil para pagar meu condomínio e em seguida caminhei até a academia, onde treinei das 19:00 até às 20:30 horas. Treino bastante puxado fisicamente, talvez um pouco mais que o normal das aulas no Marco. Apenas eu e o Cadu (Carlos Eduardo) de alunos, treinamos sequência de jab, direto, chute frontal e queda. Prática cansativa a de hoje, mas muito proveitosa. Caminhei de volta pra casa, onde passei algum tempo frente ao computador (vendo recados de aniversário no facebook e respondendo a alguns). No apartamento dos meus pais estavam meu irmão e a família dele (além dos meus pais, obviamente!). Comemos pizza e bolo, tiramos fotos. Voltei pra casa e comecei uma verdadeira batalha no computador para editar um vídeo e postá-lo no youtube, com um trecho da sinfonia número 2 de Gustav Mähler, com regência de Bernstein. O naipe de metais no trecho que recortei é simplesmente impressionante. Finalmente consegui editar o vídeo, postá-lo no youtube e finalmente no facebook. Fui dormir bem tarde, por volta das duas e meia da manhã.