quinta-feira, 5 de julho de 2012


Antes de postar:
Por que será que nenhum dos frequentadores deste Blog (se é que eles existem), nunca comentam nenhuma postagem? Como tenho frisado, gosto de escrever estes registros para mim, pois sei que me serão muito importantes algum dia com o passar dos anos. Mas confesso que a curiosidade às vezes me assalta em saber se realmente existe alguém aí "do outro lado".  Pelas estatísticas do Blog que posso visualizar, acredito que não mais de três ou quatro pessoas, no mundo inteiro, leem aquilo que coloco neste espaço. Fico de fato surpreendido com essa estimativa e com esses números, pois pensei que nenhuma pessoa teria interesse em ler algo de um homem comum - não-escritor, simples funcionário de baixo ou médio escalão do governo, ex-cristão e hoje agnóstico/budista, praticante de artes marciais, tocador de violão e, acima de tudo, anônimo. Parece que existe somente uma pessoa na Alemanha, outra nos Estados Unidos e, mais recentemente, alguém da Rússia. No máximo um ou dois leitores no meu próprio país. O que acontece, afinal? Vocês existem? Respondam-me se quiserem, mas por favor não se constranjam a isso. O idioma não interessa: pode ser em inglês, alemão, russo ou até mesmo chinês - afinal, google translator serve para essas coisas!

Na quarta-feira do dia 04 de julho levantei da cama normalmente (leia-se, ainda embriagado pelo sono e quase tropeçando em portas, sofás, cadeiras etc. antes e alcançar o banheiro para tomar a ducha gelada conforme quase sempre faço pelas manhãs – parece que só após meu corpo inteiro tremer e cada fibra muscular se contorcer em espasmos pela água gelada, é que me sinto vitalizado e bem-disposto para iniciar definitivamente o meu dia).
Rotina regular no trabalho, sem qualquer detalhe digno de nota ao que eu possa agora lembrar. Aproveitei o intervalo da hora do almoço para ir ao cabeleireiro e pedir um corte de máquina um nas laterais e tesoura na parte superior da cabeça. Meus cabelos crescem rapidamente nos lados da cabeça, o que com o tempo causa certa dificuldade de penteá-los na região das costeletas e ao redor das orelhas. Agora, com o corte bem curto de máquina um pelos lados, posso considerar-me livre dessa dificuldade por ao menos um tempo razoável. Este desenho deixa minha cabeça ligeiramente parecida com a de alguém que esteja servindo as forças armadas. Seja lá como for, acredito que é o jeito de cortar que mais combine com meu formato de cabeça e rosto.
Cheguei em casa muito cansado e precisei relaxar e cochilar brevemente sobre o colchão por alguns minutos, apesar de já encontrar-me em cima da hora para ir à academia. Enquanto minha mente começava a devagar, sonolenta e preguiçosa enquanto eu permanecia inertemente deitado de bruços no colchão, fui tomado pela aversão de levantar-me dali para ir à academia. Estava realmente cansado e indisposto e, além disso, àquelas alturas já chegaria mesmo atrasado ao treino. Entretanto, num último impulso de força de vontade e ímpeto de partir para a luta e me deixar levar pela prática marcial, saltei da cama, aprontei-me e saí às pressas para o treino. Não me arrependi de ter ido treinar. Digno de nota: NUNCA me arrependo de comparecer a um treino; arrependo-me sim, provavelmente, de permanecer em casa deitado, ou na internet ou simplesmente fazendo nada.
Ao final dos treinos de hoje, o Prof. Marco me orientou a aplicar sequências de golpes do tipo jab-direto-gancho, sempre ao boxear. Deu-me essa dica, pois geralmente atinjo somente um desses golpes em meu adversário e recuo em seguida, oferecendo assim ao oponente tempo suficiente de se recuperar e revidar-me com todas as forças.  Teremos um boxing no sábado do qual pretendo participar, como há três semanas passadas. Espero lembrar-me dessas e de outras orientações do Marco, como maior quantidade de uso dos variados chutes. Em suma: mais golpes em sequência, e mais pernas. No geral, entretanto, acredito que não é nenhum exagero afirmar que tenho tido um desempenho bem satisfatório nas práticas de luta em minha academia.
Hoje à noite, das dez até por volta das onze e meia, havia a partida final pela taça Libertadores da América, com o Corinthians pelo Brasil e o Boca Juniors pela Argentina. Sou brasileiro e mesmo assim torci pela vitória do time argentino. Explico: o Brasil já foi campeão mundial de futebol várias vezes, estando muito à frente de qualquer outro país em termos de copa do mundo. Não é mais como nos tempos da minha infância, quando Brasil, Argentina, Alemanha, Itália etc. disputavam a ferro e fogo o campeonato mundial, e de igual para igual. Naquela época sim, um jogo da seleção brasileira era coisa realmente emocionante e arrebatadora para meu espírito de garoto. Finalizando, preciso confessar que nunca fui realmente grande fã de futebol ao longo da minha vida toda, e atualmente sou menos ainda.
Enfim, o time brasileiro (Corinthians) acabou por ganhar a partida – minha torcida pelo Boca não surtiu muito efeito. Fogos e rojões estouraram madrugada adentro por várias horas, e eu, que já sou naturalmente insone e péssimo de dormir, tive uma lastimável noite de sono tanto no aspecto quantitativo – dormi por menos de quatro horas -, quanto no qualitativo. De qualquer jeito, mesmo não sendo entusiasta por futebol (e muito menos pelo Corinthians!), alegro-me ainda pela alegria de tantos milhões, absurda para mim como ela possa parecer. Já desisti de tentar que os outros compreendam meus absurdos; talvez o melhor caminho seja que eu tente encontrar formas de entender contemplativamente os absurdos dos outros. 
Parabéns Corinthians, parabéns futebol, parabéns Brasil.




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